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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Premissas, opiniões e discussões

Acho que, na maioria da vezes, as melhores discussões são aquelas que acabam mudando uma opinião sua sobre um assunto. Essa noite tive o prazer de ter uma dessas com o @leojoe.
Como toda boa discussão, essa surgiu com uma boa premissa (criada pelo @krisarruda, ótimo criador de premissas, diga-se de passagem!) : como diretor você preferiria ser maior do que seus filmes ou ter um filme maior do que você?
Desde que fui questionado sobre isso pela primeira vez fiquei com a segunda opção. O @leojoe, o contrário.
Pensava que ter um filme maior do que eu seria minha realização porque sempre sonhei (e isso ainda não mudou!) em criar uma história que entrasse no "consciente coletivo". Algo que forte e interessante o suficiente pra entrar no repertório popular. Sempre usei de exemplo John Hughes ou Robert Zemeckis. Quem não é cinéfilo ou da área, não tem a menor idéia de quem são eles, mas "Curtindo a Vida Adoidado" ou "De Volta Para O Futuro" estão na história de vida de praticamente toda geração que veio com eles. Criar algo assim é o que sempre me fascinou.
O @leojoe, em contrapartida, acha que o diretor que deixa um estilo impregnado na sua obra a ponto de se sobressair a ela, traz uma busca que é mais importante pro cinema. Diretores "genéricos" podem até conseguir fazer um filme maior do que eles, mas não necessariamente serão importantes pra história do cinema. Digamos que os seus bons filmes são praticamente um golpe de sorte. Um exemplo é o Gore Verbinski (tive que googlear o nome dele, pra saber quem era ...), que fez o Piratas do Caribe. Pro @leojoe um filme sensacional, mas que não traz nenhuma marca do diretor.
Depois de mais de uma hora de papo, fui percebendo que minha escolha tinha embutida uma certa ojeriza por tudo que já vi (e continuo vendo) em alguns diretores com quem trabalhei como assistente de direção e ainda hoje como coordenador de 3d e VFX. Uma vaidade desesperada de deixar claro que os filmes foram feitos por eles, manifestada das maneiras mais estúpidas, egoístas e, principalmente, desinteressadas na história a ser contada, que prefiro nem comentar aqui pra não desvirtuar o post.
Ou seja a meu favor, fui concluindo que o diretor que busca ser maior do que a obra, nunca se preocupa tanto com o filme que está fazendo, porque tem uma vaidade egoísta maior por trás.
A favor do @leojoe vem um argumento de outro grande "discutidor", o @paulo_coelho (o Cronistareunido, não o mago), que por trás de uma obra artística de verdade tem sempre a intenção. E como quase toda intenção artística é consequência de alguma obsessão, o diretor sempre preocupado em fazer o filme que se torne maior do que ele, acaba imprimindo um estilo que, por ser realmente legítimo, acaba se sobressaindo aos filmes, no conjunto da obra.
Em resumo : perdi (e ganhei!). Descobri que realmente seria legal me tornar um diretor maior do que meus filmes, porém isso nunca estará no meu controle. Tentar fazer um ótimo filme pura e simplesmente, sim. Se vou conseguir um ou outro, não tenho a menor idéia, porque antes de me tornar um bom diretor ainda preciso trabalhar muito pra me tornar apenas um diretor. E se isso vai chegar ou não, num posso saber ainda, mas venho trabalhando pra isso.
Por ora ... a discussão valeu. E muito!
Obrigado, @krisarruda, @paulo_coelho e @leojoe. Por essas e por outras que o "extreme conversation" é meu esporte preferido!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Música, Mágica e, porque não ... Poesia.

Numa fase em que estou voltando a fazer algumas coisas que me importam muito, vou tentar reiniciar as atividades por aqui.

O vídeo foi dica do Rafael Uyeda, um dos cronistas e companheiro de mágica na época que estudei um pouco essa arte tão fantástica.

O nome do mágico é Shawn Farquhar. Vale a pena parar 3 minutos pra assistir porque diverte, emociona e faz bem.

domingo, 20 de setembro de 2009

Convite a todos

Finalmente nosso livro vai ser lançado!! Esperamos todos lá!!


Pra quem quer saber um pouquinho mais sobre o assunto, aí vai uma amostra!

Segunda metade do século XX. Queimaram os sutiãs e os homens. Como ele não quis pôr o lixo para fora na hora do jogo, o Macho Tradicional foi varrido da sociedade. Em seu lugar, surgiram variantes modernas, como o “Metrossexual” ou os “Artistas Intelectuais Sensíveis”. Mas permanece o mistério: como eles apareceram? Onde se deu o salto evolutivo do Macho Tradicional? Intrigados com estas respostas, nós, Cronistas Reunidos, nos lançamos em uma audaciosa empreitada antropológica.

O resultado é o “Almanaque do Macho Moderno”, um relato da vida selvagem deste elo perdido. Compre o livro e saiba tudo o que descobrimos sobre essa espécie tão interessante. Mas compre agora! Afinal, tudo que é bom dura pouco, especialmente o Macho Moderno.

domingo, 12 de julho de 2009

Rindo com os mestres

Depois de meses longe das minhas terras voltei. O mato está alto como nunca. Apesar do frio da madrugada, resolvi caminhar um pouco por aqui.
Remexendo meus arquivos, tirei o pó dos meus mp3 da PRK-30 e me assustei com o quanto me diverti ouvindo-os, mesmo que pela octagésima nona vez.
Pra quem não sabe, PRK-30 foi o primeiro grande programa de humor do rádio brasileiro. Até onde pesquisei, criado em meados da década de 40 e se tornou um fenômeno de popularidade na década seguinte (quem quiser saber um pouco mais clique aqui).
O mais impressionante é que o programa (transmitido ao vivo) era escrito e protagonizado apenas por 2 locutores, Castro Barbosa (com o personagem Megatério Nababo D'Alicerce) e Lauro Borges (Otelo Trigueiro), que apresentavam notícias, faziam radionovelas, satirizavam programas de auditório, cantavam jingles, e por aí vai.
Pra quebrar o gelo, segue o primeiro exemplo (rapidinho!):

O Humor (com "h" maiúsculo mesmo) deles era assustadoramente rápido e bem feito. Características que considero das mais geniais e ao mesmo tempo traiçoeiras em uma peça cômica. E por que digo isso? Porque muita gente acaba não percebendo piadas geniais. Aliás, acho que esse é um dos karmas da comédia. A comédia "fácil" (mesmo quando bem feita) é desvalorizada porque é aparentemente boba e caricata. A comédia "difícil" acaba passando despercebida porque necessita da atenção e de predisposição do espectador pra ser percebida. Por conta disso, os grandes humoristas só são premiados pelo conjunto da obra (e depois de terem provado por inúmeras vezes que são geniais).
Os dois da PRK-30 conseguiam combinar um pouco dos 2 universos ("fácil" e "difícil"), com uma versatilidade inacreditável e tiradas sensacionais. Quase todas as piadas deles, funcionariam atualmente. Por exemplo, ao parodiar a transmissão de uma corrida de carros na Gávea, Otelo Trigueiro solta - "O dia está ótimo, amigo ouvinte. Chove torrencialmente aqui na Gávea. Tá fresquinho mesmo, epa. Com a chuva a corrida encolheu!!". :-) Bom, né?
Ao mesmo tempo que é um karma, (vou falar isso por experiência própria) acho que uma das coisas mais gratificantes pra que gosta de produzir humor, é perder horas de tempo pensando nos detalhes que talvez poucas pessoas vão perceber. Pensei numa série de exemplos aqui, mas não tem coisa mais chata do mundo do que transcrever piada, e ainda grifando a parte boa! ( algo que eu seria incapaz de fazer aqui, não acham?)
Vou colocar, então, outro trecho deles. Agora um pouquinho maior, mas é a sátira de uma novela, algo que todo mundo no Brasil gosta.

Enfim, amigos. Pra quem estava meses sem falar nada, acho que valeu voltar bem acompanhado dos geniais locutores cariocas.
Espero que vocês "se divirtam-se".
P.S. : Quem quiser saber mais sobre o programa, tem o livro "No AR PRK-30!", de Paulo Perdigão, que conta com 2 Cd's cheios de sketches fantásticas da dupla.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Festa no Chiqueiro!!


Chegar em casa às 02h30 e ter uma camiseta do Palestra personalizada te esperando na porta de casa, é um dos melhores modos (ever-infinito) de se acabar o dia!

Chiqueirôôô-ô-ô!! Chiqueirôôô-ô-ô!! Chiqueirôôô!! Festa no chiqueirôôô!!!!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Encontrando Minhas Verdades

Não, eu não abandonei o blog.
Sim, eu me descuidei.
Até comecei a preparar outra Fotografia Literal, mas o negócio tá tremendo tanto que fiquei com medo de quebrar a câmera.

Pra tentar cortar um pouco mato dessas terras, vamos lá:

Semana passada li, quase que numa tacada só, "Misto Quente", do Bukowski. No prefácio, o tradutor (Pedro Gonzaga) comenta que este livro se enquadra nas obras que mostram (ou discutem) o momento em que se dá a formação do artista como escritor. Nas palavras dele : "o instante em que o indivíduo toma consciência do seu irreversível não-pertencimento à comunidade, as agruras e as feridas daqueles que enxergam o mundo com outros filtros que não o das pessoas comuns...".

"Irreversível não-pertencimento à comunidade" ... Usando um termo bem acadêmico, acho que foi essa frase que me "encaralhou" completamente. Li o livro quase que na esperança de entender melhor como funciona esse tal "não-pertencimento". Nunca me achei artista, nem algo parecido, mas quanto mais tempo se passa, não tenho a menor dúvida de que vivo em contato constante com esse fenômeno.

Como lidar com isso? Menor idéia ...

Enfim ... o que eu mais gostei do protagonista (Henry Chinaski, um alter-ego do próprio Bukowski) é a maneira crua e sem rodeios com a qual ele lida com a realidade. Assim como o Holden Caulfield (do famoso "Apanhador no Campo de Centeio"), reconhecemos nas palavras deles, nossos pensamentos mais escondidos, quando lidamos com os outros. A diferença é que não temos muita coragem de repetir nada daquilo em voz alta. Pra quem tá achando esse papinho aqui muito PIMBA (Pseudo-Intelectual-Metido-à-Besta-e-Associados) lembro do filme "Closer". Sabe os diálogos entre o Clive Owen e as outras pessoas ? Então ... mais ou menos aquilo. Na cena em que ele interroga a Julia Roberts (que acabou de confessar que o tinha traído), você se torce na cadeira constrangido e incomodado, mas lá no fundo, são exatamente aquelas perguntas que está pensando e querendo fazer.

Voltando ao livro ... acho que vale muito pra qualquer um que sofre a menor sensação de "desenquadramento". Não ... ele não dá nenhuma solução pra lidar com o assunto. Mas ajuda ... primeiro por mostrar que tem (e sempre teve) mais gente sofrendo isso, e de maneiras muito mais contundentes. Segundo, porque dentro da crueza dele, tem momentos bem singelos e inteligentes. Acho muito chato esse lance de fazer citação de grandes escritores, mas quando li o trecho que vou citar daqui a pouco, tive que anotar. Aí vai :

"... encontrar uma verdade pela primeira vez pode ser uma experiência muito divertida. Quando a verdade de outra pessoa fecha com a sua, e parece que aquilo foi escrito só para você, é maravilhoso."

Genial! Isso pra mim define arte!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Olééé!!!

Marília Gabriela pergunta pra Hebe Camargo, durante entrevista em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (e aos 80 anos da apresentadora), para terminar o programa de forma filosófica:
- Hebe ! Para encerrar, uma palavra, frase ou pensamento que você goste ...

Hebe responde, aparentemente atrapalhada:
- Olha ... eu gosto de .... como é ... como dizem "É dando que ...". Como é? "É dando que ..."

Marília Gabriela socorre a entrevistada:
- Que se recebe!

Hebe sem pestanejar:
-Não! É dando que se engravida!

GÊNIO!!! GÊNIO!!!

P.S.: Descobri na entrevista que a Hebe estava no set no primeiro dia da TV no Brasil. Impressionante...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Meu filho!!

Não é uma graça?

(lançamento em breve. Eu aviso. Aguardem ...)

Sobre ser sério ... parte 2

A epifania que tive com a frase no post anterior, também me fez pensar um pouco no modo que vejo as coisas.
Um exemplo : trabalho com cinema. Nos últimos anos, consegui sobreviver basicamente na função que desejo me estabelecer e seguir, quem sabe, até o fim da vida : direção.
Pois bem ... Sou cinéfilo? Não. Conheço toda biografia do Glauber, Godard e etc.? Não, longe disso ... Conheço muita gente que nem trabalha na área e que vê mais filmes que eu, que discute cinema com muito mais seriedade e preocupação do que eu. Quer dizer então, que eu sou um profissional relapso? Talvez ... Mas toda vez que vejo pessoas falando sobre cinema, com teorias mirabolantes, discussões sobre significados, símbolos e por aí vai; não consigo acreditar muito naquilo tudo. Principalmente porque em 99% das vezes, o que se discute são suposições que só poderiam ser confirmadas na presença do diretor e do roteirista.
Mais que o resultado final, me interesso pelo meio do caminho. O que me fascina mesmo é o processo criativo. Nunca fui muito de querer entender o que os grandes gênios (de qualquer área) fazem. Quando percebo, estou tentando entender como eles pensavam. E nesse ponto, não interessa qual é a área de atuação. Qualquer tipo de arte pode ser uma aula (no meu caso) de cinema.
Ainda assim, um bom jeito de se entender esse processo no cinema, é não ver tantos filmes uma só vez, mas sim, alguns filmes que realmente te fascinam, muitas vezes. Já diria um professor que tive :"quem vê muitos filmes uma vez é crítico, cineastas assistem poucos e bons filmes muitas vezes".

No post anterior, comentei que a frase "mágica" que o John Updike disse, veio numa entrevista. E é disso que estou falando. Às vezes, é muito mais interessante saber como um artista (de verdade!) pensa seu trabalho, do que o trabalho em si.
Seguindo essa lógica, uma das maiores aulas de cinema que tive, foi quando dirigi o documentário da gravação do último disco do IRA! (Invisível DJ). Participei do último ensaio deles antes de entrarem no estúdio e depois, por 2 meses, acompanhei diariamente a rotina de arranjo e gravação de todas as músicas, além da composição de mais duas músicas que surgiram durante as gravações. O filme mostra 1/10 do que foi a experiência. Ver caras do gabarito do Edgard Scandurra, trabalhando numa música, de forma objetiva, concreta e tangível me fez entender (mais uma vez) o quanto o processo criativo é pouco glamouroso e muito trabalhoso. As discussões que os integrantes tinham para decidir um trecho de uma letra, uma batida ou uma linha de baixo, eram discussões de trabalho. Nada de "pirações" artísticas e malucas como se idealiza por aí. E cada vez que eu presenciava momentos desses, pensava nos críticos "especializados" e gente que fica inventando as maiores atrocidades pra explicar tudo, menos o que realmente foi pensado na hora da criação artística.
Acho que ao se levar menos a sério, você acaba desmistificando bastante o processo, e acaba se dedicando aos elementos que vão fazer o trabalho realmente especial, diferente ou se preferir "artístico".
Pra concluir, quando se fala em desmistificação do processo criativo, minha recomendação maior é um documentário chamado "The Comedian - Os Bastidores da Comédia", onde Jerry Seinfeld escancara o seu processo de criação de um show de Stand Up Comedy, sem o menor pudor. Pouquíssima diversão e muito, muito, mas muito trabalho.

(como já está virando tradição nessas terras, aqui vai mais um video engraçadinho. O trailer desse documentário. Também genial!)

Sobre ser sério ... parte 1

Não sou muito fã de citações. "Alta literatura" e poesia são coisas que eu respeito demais, gosto moderadamente, mas definitivamente não é onde me sinto verdadeiramente confortável. Talvez por ser um escritor/artista em formação, talvez pelo meu jeito de ver as coisas mesmo.
Li uma vez o Mario Prata comentando que não escrevia textos sérios porque não se levava suficientemente a sério, sendo sério. Toda vez que arriscava algo do tipo, se considerava uma fraude. Sinto isso também. Mas sinto isso de uma forma mais abrangente. Me sinto uma fraude quando me levo muito à sério sobre qualquer coisa.
Não é à toa que vejo no humor a forma mais interessante de questionamento e protesto. (segue um exemplo disso, que gosto "só um pouquinho". Pra quem não conhece, Monty Python é o nome desses caras).

Mas ... isso não quer dizer que eu menospreze ou não queira gostar de coisas mais sérias.
Essa semana li sobre a morte do escritor John Updike. Não conhecia nada sobre ele. Porém duas pessoas que admiro bastante citaram a perda com grande pesar e, por conta disso, resolvi investigar um pouquinho. Ainda não conheço nada dele, mas nessa pesquisa li uma frase que me arrebatou : "É no meio que os extremos entram em choque, onde a ambiguidade reina inquietamente".
Poucas coisas que li (e isso não foi escrito numa obra dele, mas sim, falado numa entrevista) me confortaram tanto.
É isso! Raramente tenho comportamento extremista, porém sempre odiei a idéia (da maioria) de que o meio-termo é "morno". É no meio-termo que eu vivo, e posso garantir que não é um lugar nem um pouco tranquilo e pacífico, amigos.
Li essa frase há 3 dias, e ela não me sai da cabeça. Poucos e fantásticos são os momentos em que você tem um entendimento desse tipo sobre si. Tive essa sorte e não é que, ainda completamente leigo sobre sua obra, me uni no pesar da morte do escritor americano?
Bom descanso, meu caro John!
Enfim ... agora sem nenhuma culpa de estar no meio : entre a "alta literatura" e programas de TV idiotas, eu vou me encontrando.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Doce e Pegajoso

O título é apenas uma tradução do nome da turnê "Sticky and Sweet" da Madonna, pra esquentar as coisas por aqui depois de tanto tempo longe.
Vamos lá ... Fui no show da Rainha do Pop na quinta-feira, o primeiro aqui em Sampa. Mas antes de tudo queria falar um pouco sobre as pessoas. Sabe aquelas que vivem no mesmo planeta que nós? Então ... Impressionante o drama que essas pessoas fazem sobre as coisas. Sim, o trânsito até que estava ruim no dia, sim a Sulamérica Trânsito fazia todos acreditarem que São Paulo não se mexia, mas, amigos, juro pra vocês : peguei a ponte do Morumbi, e quase toda a avenida até 1 quarteirão antes do Hospital Albert Eistein, praticamente livres. Isso às 19h00 (uma hora exata antes do horário marcado pro show). Toda vez que a cidade entra nesse tipo de clima de histeria eu, quando posso, saio por aí pra ver se precisa de tudo isso mesmo. Quase nunca precisa. Às vezes exagero, confesso, como no dia dos ataques do PCC, que eu saí pra dar um "rolê" só pra ver a cidade vazia. Mas enfim, voltemos ao show ...
Depois de 2 horas de atraso, e um show bem divertido do Paul Oakenfold, a musa entrou no palco. Como sempre faço aqui, não farei uma análise técnica. Vou falar das minhas impressões, certo?
O show foi um grande clipe de 2 horas. Espetacular, impressionante, algo que só a Madonna poderia trazer pra nós. E isso é exatamente um reflexo do que Madonna está se tornando. Uma mulher que desafia bravamente o tempo, inacreditável e quase biônica. O show é impecável, com todos os requintes técnicos, artísticos e narrativos que um grande show pode ter. Tudo que talento artístico e o dinheiro podem comprar estão lá. Assim como ela, que está tão em forma, conservada e na ativa como ninguém mais poderia.

Mas ... pra mim ... que não sou suuuuuper fã da moça (afinal de contas, sou hétero convicto) faltou emoção. Pra ser mais preciso ... faltou champignon.
Foi tudo tão coreografado, tudo tão perfeito, como num grande músical. Até a hora de ser espontâneo estava no script. E confesso que, por conta disso, o show não foi genial pra mim. Nos últimos post de show que fiz, comentei do Dave Matthews Band, do Pearl Jam e até do U2. Em todos esses shows, saí flutuando. Meus pés teimavam em não voltar pra terra por boas horas depois de tudo. No da Madonna, me senti numa das baladas mais fantásticas que já fui, mas meus pés não descolaram do chão. Pena.

Ainda sim, recomendo pra qualquer um, por tudo de bom que também comentei por aqui.

Pra fechar, explico a expressão "champignon". Quem inventou essa expressão foi um grande intéprete brasileiro chamado Wilson Simonal. Pra ele, "champignon" era todo o balanço, swing e outras coisas mais que nunca vou conseguir explicar com palavras, mas que faziam toda a platéia descolar do chão e parar nas nuvens. Infelizmente só tive a chance de conferir todo o "champignon" do Simonal por registros históricos, mas mesmo numa telinha vagabunda de youtube, viajei com ele muito mais do que na maioria dos shows que já presenciei.



Enfim ... sei que pedir isso num show da Madonna, é quase como exigir erudistismo na Malhação, ou realidade no Missão Impossível, mas acho que um mínimo de "champignon" por todo show cairia muito bem à maior estrela pop de todos os tempos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Fuerza Bruta

Então ... Tava teimando em não postar sobre eles por aqui porque o grupo é argentino, né? Mas já passou quase uma semana e eu ainda acho que devo postar, então vamos lá. Quem quiser saber informações institucionais do show é só entrar em : http://www.fuerzabrutabrasil.com.br
Por mim : Vale a pena! Espetáculo com letra maiúscula. Visual incrível. Se assiste ao show de pé, em ritmo de balada. O tempo todo você fica na expectativa de onde virá a ação e isso funciona muito bem.
Pra quem lembra ... tem um pouco daquela "filosofia" dos comerciais do Free, mas se você não for um uber-intelectual ranzinza, funciona. Outra coisa ... até no teatro esses maledetos tem mais raça que a gente!!
Dica : Vá bem acompanhado! Se for prospect então, perfeito! Além de ser um local super "climinha" e cheio de gente bonita, o lance de assistir ao show de pé, com uma puta sonzeira acompanhada de vários blackouts, e ainda se movimentando (e dançando) no meio da galera, proporciona um dos ambientes mais convidativos para o abate que já vi!
Pros ogros que estão com preguiça de levar a namorada, outra dica : tem chuva de mulheres gostosas molhadas. Animal!
Além de tudo, é um tipo de teatro/performance "pop" que se existisse mais por aqui, talvez ajudassa a tirar o preconceito que a maioria das pessoas (muitas vezes, me incluo nesse grupo) tem com as artes cênicas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Rindo e dançando


Nunca achei que o humor e a música tivessem que caminhar separadamente. Imagino que os artistas de Vaudeville foram os primeiros a perceber isso, mas, de qualquer forma, "humor musical" nunca chegou a ser um gênero propriamente dito.
Acho que, nos tempos modernos, o primeiro cara mais conhecido a flertar com a idéia foi o Andy Kaufman. Não vou falar muito dele porque ainda escreverei um post exclusivo. Só pra dar uma prévia, vale dizer que ele ficou bem famoso nos EUA pelos seus números musicais, digamos, "irreverentes" (e foi brilhantemente representado pelo Jim Carrey no filme "O Mundo de Andy").


Lembrei agora, que os "Trapalhões" já brincaram com essa possibilidade também. Quem não se lembra da versão de "Teresinha de Jesus" com o Didi, Zacarias e o querido Mussunzis! Bom, pra quem não lembra, e pra quem lembra mas ficou com vontade de matar a saudade, aí vai :


Continuando ... nas minhas pesquisas sobre humor, tempos atrás descobri uma dupla de musicistas que, aparentemente, nunca se encaixaram bem no ambiente clássico e resolveram criar um show chamado "A Little Nightmare Music". Pensei em falar um monte de coisa aqui, mas o melhor é mostrar :

Esse trecho mostra o quanto os caras são débeis mentais, engraçados e criativos.


E esse é o típico exemplo de que (bom) humor e inteligência caminham juntos sempre! Sem "gimmicks".
Quem quiser saber mais, vale a pena dar uma procurada no Youtube (eles chamam : Igudesman & Joo) ou mesmo no site dos caras : http://www.igudesmanandjoo.com/

Aí, tempos atrás o Kris me passou uma outra dupla. Outro estilo, mas igualmente cínica e genial. Aliás, dá pra perceber que, assim como os grandes comediantes de Stand-Up, esses caras tem um nível de cinismo quase sobre-humano (e fantástico de se ver). Os caras chamam : Flight of the Conchords. Outro caso de gente que deve ter cansado de tentar uma carreira mediana no meio musical e aí, graças a Deus, descobriu seu verdadeiro talento. Eles tem uma pegadinha "folk", letras espetaculares e muito, mas muito domínio de palco.

Infelizmente não tem versão legendada, mas pra quem entende inglês, ouça com atenção porque é de rolar de rir.


E aqui é um dos clipes que eles fazem num programa de TV, ou algo do tipo. Vi vários deles, e sempre achei que perderam de longe das versões "ao vivo". É quase impossível (mesmo pra eles) competir com aquilo que a gente imagina só ouvindo as letras. Mas, nesse eles acertaram a mão. (dessa vez entender inglês até ajuda, mas não é essencial ...).

Enfim ... ao que se parece, o humor está em alta no mundo inteiro e, espero, vamos ver cada vez mais bons jeitos de se fazer rir. Conforme eu for descobrindo, vou colocando por aqui!

Divirtam-se!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lavando a Alma

Como regredi da maturidade pra adolescência lá pelos meus 25 anos, só nessa época tão interessante que percebi o quanto os grandes shows são legais. Nessa fase adulta eu já gostava muito de música, mas sabe como é difícil esse negócio de ir em shows quando você é velho...
Meu primeiro grande show foi o do Michael Jackson, mas eu devia ter uns 11, 12 anos, o que eu considero pós-infância. Depois disso, se eu não me engano, flertei com a idéia num Skoll Beats (nos tempos que ainda era em Interlagos, o que talvez tenha me motivado a ir mais do que todo o resto) e só em 2005, com o Pearl Jam que redescobri esse prazer de verdade. Hora certa! Volta em grande estilo porque o show foi (perdoem-me) foda! Um evento basicamente centrado na emoção dos caras (pela primeira vez tocando no Brasil) e do público, mais nada. Acho que foi o evento que mais vi pessoas verdadeiramente emocionadas sem precisar gritar e pular. Se via nos olhos atentos de quase todos a incredulidade de estar finalmente naquele show.
Logo depois veio a super-produção do U2, exatamente o oposto da proposta da banda de Seattle, mas igualmente espetacular.


Hoje tive o enorme prazer de ter conferido o show do Dave Matthews Band, uma da minhas bandas preferidas. Sempre soube que o negócio dos caras é o palco muito mais do que o estúdio, e, finalmente, pude comprovar isso na pele.
Quando uma banda tem muitos integrantes na formação original (sem músicos contratados), o palco faz com que todos se multipliquem e realmente o show vira um troço mágico.
Foram 2 horas e meia que passaram como 5 minutos. Era claro na expressão de cada um no palco que o show era diversão pura. Se no Pearl Jam "sentimento" foi a palavra-chave, no U2 eu diria que foi "espetáculo". Já no Dave Matthews "música" foi o ponto central. Todo mundo tocando muito, pelo prazer de tocar e só. É muito bom ver alguém fazendo sua profissão com tanto gosto, como esses caras. Pra se pensar...
Pra completar, a noite fez um frio na medida certa (adoro vento gelado batendo no rosto), o céu estava maravilhoso e, como disse no twitter, faltou apenas o cobertor de orelha pro negócio ficar perfeito. Acontece ...
Em Dezembro tem a Madonna pra fechar o ano em grande estilo. Vamos ver o que nos aguarda por lá.
Hoje, fica a certeza de que valeu a pena ter voltado a frequentar grandes shows. Salve o DMB!

domingo, 7 de setembro de 2008

Mais uma geração garantida!

Depois de três anos de espera, finalmente tive coragem de tentar cozinhar as míticas Cachofras (não é alcachofra, é cachofra!) a la Elvira Laganaro. Essa é uma famosa (e secreta) receita da família, vinda do sul da Itália, para aquele que considero o prato mais mágico de todos. Sempre causou furor na minha pequena família. Só preparado 1 vez ao ano, de forma magistral. Sempre degustado com enorme louvor.

Quando minha avó estava prestes a se aposentar da profissão "do lar". Resolvi documentar e participar (como sempre fazia na infância) de todo o processo de feitura da tal Cachofra. Anotei cada etapa e também gravei tudo.
Mês passado fui ao mercadão municipal para comprar com amigos os ingredientes de outro prato delicioso (nhoque ao sugo, nos moldes da família, claro). Lá vi lindas alcachofras, da graúdas, e percebi que era hora de me arriscar como seguidor desse legado carregado por senhoras gordas, simpáticas e excepcionalmente dedicadas à arte da comida (culinária é coisa pra francês).
Sempre gostei de "me meter" na cozinha pra inventar moda. E dessa vez, acompanhado de 3 bravos guerreiros, não inventei nada. Muito mais que isso, me tornei o "Cachofra Master"!
Posso agora avisar minha querida avó, para que fique tranquila. Apesar d'eu não conhecer 1 centésimo dos atalhos da cozinha que ela conhece, a próxima geração dos Laganaro (e amigos) não será privada das mágicas "Cachofras" dela.
Salve as Cachofras!!!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Nina Simone e Julie London

Estas duas sãos as mulheres que eu mais gosto de ouvir cantando. Sem sombra de dúvida.

Não vou fazer aqui uma comparação musical teórica e complexa sobre as 2 divas porque não sou especialista no assunto (quem quiser saber críticas desse tipo aconselho o www.allmusic.com ). Vou apenas contar impressões e recomendar. Como amigos costumam fazer.

Preparei uma playlist pra mostrar um pouco da "pegada" de cada uma delas e recomendo que você vá ouvindo enquanto lê sobre cada música apresentada.




A lista começa com 2 versões da mesma música (Don’t Smoke in Bed), interpretada pelas duas. É só ouví-las e fica muito claro o quanto a Nina é passional e dramática enquanto Julie é fatal e lasciva.

Agora vamos entender um pouquinho de cada uma:

Em cada música que eu ouço com Nina Simone, sou quase tele-transportado pros locais que a letra descrevem. Pra mim, ela é a cantora que melhor interpreta uma canção transmitindo exatamente o que a letra pede. Como uma grande atriz. “Four Women” mostra claramente essa capacidade interpretativa. Como diz o nome, ela canta uma breve biografia de 4 mulheres diferentes : uma negra, uma oriental, uma branca e uma morena (na verdade a primeira é “black” e a quarta é “brown”). Dá pra se “ver” cada mulher ao se escutar a canção. Todas histórias são tristes e fortes. Aliás a maioria das canções dela tem algum tipo de engajamento (social, étnico, etc.). Li num outro site (não achei o nome ...) que ela nunca gostou de ser classificada num estilo, ela dizia que cantava “Classic Black Music”.

Mas, como disse antes, o que mais me impressiona na Nina Simone é a capacidade de dar o tom certo pra cada música. Pra mostrar essa capacidade, e também pra não deixar um ranço pimba (pseudo-intelectual-metido-a-besta-e-associados) neste post, vou mostrar uma das primeiras músicas que ouvi dela. Bonitinha, “fofa” e pra cima : “My Baby Just Cares for Me”. Trilha perfeita para um dia fantástico!

Na seqüência, duas músicas pra ajudar a entender a Julie London.

Pra começo de conversa ela era loira, linda e com uma voz de enlouquecer qualquer homem que não freqüente “A Lôca”. Ao contrário das Mariah Careys da vida, cada palavra falada por Julie está no tempo e volume certo pra te deixar completamente inebriado.Ela é daquelas pessoas que sabem tanto do seu poder de destruição que só insinuam do que são capazes. O estrago fica na sua imaginação. Sedutora compulsiva, no final da década de 50 já cantava coisas do tipo: “me beije um pouquinho aqui, outro pouquinho ali, tipo à la carte”, sem o menor constrangimento. Esse trecho está na música que eu coloquei aqui chamada “Go Slow”. Como golpe de misericórdia, no final da canção, ela apela e sussura “You make me feel so good”. Confesso que na primeira vez que ouvi esse trecho quase bati o carro.
A música seguinte se chama “Daddy” e é mais animadinha, pra mostrar o swing da moça com orquestra, contra-baixo acústico e tudo que ela tem direito.

Me recusei a colocar o título desse post como “Nina Simone X Julie London” porque nunca ousaria a compará-las ou ainda tentar definir qual é melhor cantora (sacrilégio!). Cada uma tem seu estilo, sua função no Mundo e sua graça. Pra mim, música é momento, portanto (quase) não existe música boa ou ruim, existe sim momento certo ou errado se ouvir uma música, apenas isso.

Ouçam e aproveitem!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Whose Line Is It Anyway" - Humor de gente grande.

Como já disse em um post anterior, humor é minha principal área de interesse. Stand-Up Comedy é a menina dos olhos, mas tudo que é derivado dela me agrada muito.
Nos EUA havia um programa chamado "Whose Line Is It Anyway" onde 3 humoristas fixos e 1 convidado (passaram por lá Robin Willians, Whoopi Goldberg e muitos outros) se "enfrentavam" em sketches cômicas improvisadas.

Quase sempre que vejo gente leiga falando de comédia, escuto coisas do tipo : "Meu! Esses caras são muito loucos! Vão lá e ficam falando o que vem na telha! Demais!"

Então ... sim, eles são "muuuuito loucos" e tal ... Mas a diferença deles pra (alguns) caras que fazem isso por aqui, é um puta estudo em várias áreas : improvisação, atuação, canto, enfim, profissionalização da coisa mesmo. Recomendei tempos atrás o pessoal do "Jogando no Quintal" pq eles são desse tipo (estudiosos, profissionais e, principalmente, divertidíssimos).

Gosto de falar essas coisas pq não tem nada pior do que humor mal feito, e com esse "boom" de humor que tá rolando, vai aparecendo gente que joga contra o movimento e aí estraga a brincadeira.

Falando assim, pode parece até contradição, né? "Que cara sério falando de comédia!" Pois é ... Pra tirar essa impressão (e provar que encarando humor assim, aí que o negócio fica engraçado) segue um video de um dos meus quadros preferidos nesse programa de TV ( o video é auto-explicativo) :



Já que tá divertido vou colocar mais um, de outro quadro GENIAL (neste caso, o gordinho do meio - que chama Drew Carey - é do tipo "ruim" que comentei ... porém no meio dos outros 2, acaba funcionado)!



Bom, né?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aquecimento olímpico

Sempre fui um consumidor voraz de joguinhos idiotas. Daqueles que você aprende a jogar rápido, mesclando um pouco de habilidade manual com o mínimo de raciocínio lógico, e principalmente, daqueles que quanto mais você joga, mais divertido ficam. Clássicos como Tetris e Snake (popularizado nos celulares Nokia) já frequentaram minha rotina diária por muito tempo.


O Dolphin Olympics 2 é o joguinho da vez. Nele, você comanda um golfinho atômico que faz manobras pelo oceano e, nos seus pulos, pode voar pra cima da atmosfera terrestre, chegando na Lua. Legal, né? Não! Tem muito mais. Surfando nas estrelas, você voa para Marte (foto acima), Saturno, Plutão, outros planetas que não tem nome e, depois de tudo isso, um restaurante intergaláctico, porque ninguém é ferro!

Pra quem não gosta da jogatina, vale pela psicodelia de ver um golfinho perdido pelo espaço sideral.

domingo, 13 de julho de 2008

Jogando no Quintal

Taí um assunto que frequentemente devo postar por aqui : Humor!

Pros que não sabem, eu trabalho com cinema (sim, posso te tornar uma estrela) e meu gênero preferido é a comédia.

Acabei de voltar de um espetáculo que já está se tornando um clássico na cidade (São Paulo) : Jogando no Quintal.


Um show onde dois times de palhaços jogam através de sketches cômicas em busca de gols, digo, risadas. Improviso total. Além do talento dos palhaços (incluindo juíz e banda que mandam muito bem), o que mais me impressionou em todo espetáculo foi a predisposição do público em se divertir. Duas horas e meia de espetáculo muito leve, mesmo que você não seja de gargalhar, vai sair de alma lavada. Coisas que só a (boa) comédia faz por você!

Gostei muito do show e recomendo. Mas, particularmente, sou mais fã de Stand-Up Comedy (começando a ficar popular aqui no Brasil pelo termo "Humor de cara limpa"). Os precursores do movimento (e meus amigos) em Sampa são do Clube da Comédia Stand-Up . Gosto tanto do assunto que já até me apresentei por lá uma vez, mas isso é assunto pra outro post.